Território

Um pedaço de Amazônia que ainda pulsa no ritmo do rio.

O TUC do Rio Manicoré é o primeiro Território de Uso Comum reconhecido no estado do Amazonas, um modelo pioneiro de autogestão comunitária. Reúne comunidades ribeirinhas e povos indígenas ao longo de um rio de águas escuras, entre igarapés, igapós, campinaranas e trechos de floresta preservada.

Quem somos

Somos o rio, e as famílias que crescem nas suas margens.

O TUC do Rio Manicoré nasceu de uma decisão coletiva. Antes de ser política pública, foi acordo entre vizinhos, gente que pesca no mesmo lago, planta na mesma terra e ensina os filhos a ler o movimento das águas.

Em 2022 esse pacto virou o primeiro Território de Uso Comum reconhecido no Amazonas: um modelo de gestão em que o direito de usar a floresta e o rio pertence a quem cuida deles todos os dias.

CAARIM

A Associação Mãe do Rio Manicoré.

A Central das Associações Agroextrativistas do Rio Manicoré reúne nove associações comunitárias e duas aldeias indígenas, Mura e Munduruku. É a voz coletiva do território, quem decide como o TUC recebe pesquisadores, parceiros e visitantes.

16
comunidades e aldeias

Ribeirinhos, Mura e Munduruku dividem o rio, os saberes e a gestão do território.

TUC do Amazonas

Um marco jurídico pioneiro, hoje inspiração para outras comunidades da bacia.

Nossos princípios

O turismo aqui nasce das mesmas regras que sustentam a vida no rio.

Autogestão

Cada rota, cada valor e cada acordo passa pelas assembleias comunitárias. O Protocolo de Consulta é a nossa constituição.

Reciprocidade

A renda do turismo volta para as famílias que recebem, para os fundos comunitários e para o cuidado com a floresta.

Vínculo, não visita

Grupos pequenos, tempo lento, escuta longa. Quem chega é convidado a caminhar no ritmo do rio, não a consumir paisagem.

A nossa história

Uma linha do tempo escrita a remo.

1
Anos 2000

Primeiras associações

As comunidades se organizam em associações agroextrativistas para defender rios, roças e áreas de coleta.

2
2015

Nasce a CAARIM

As associações se unem em uma central única e ganham voz política de bacia.

3
2022

O TUC é reconhecido

O Rio Manicoré se torna o primeiro Território de Uso Comum do Amazonas, com plano de gestão próprio.

4
Hoje

Turismo de base comunitária

As comunidades abrem as portas do território ao mundo, sob as suas próprias regras.

O que forma o território

Rio, gente e floresta.

Rio Manicoré

A espinha dorsal da viagem. Águas escuras, curvas suaves e paisagens que mudam a cada estação, enchente, cheia, vazante e seca.

Comunidades ribeirinhas

13 comunidades e sítios que autogerem o território sob a CAARIM, a Central das Associações Agroextrativistas do Rio Manicoré.

Fauna e flora

Igapós, campinaranas e trechos de floresta preservada com biodiversidade única. Espécies novas para a ciência ainda são registradas por aqui.

A Amazônia que precisamos

Em 20 dias, 30 cientistas subiram o Rio Manicoré para escutar a floresta.

Em junho de 2022, a CAARIM e o Greenpeace Brasil promoveram a expedição científica A Amazônia que Precisamos. Pesquisadores do INPA, UEA e UFRR, guiados por lideranças e moradores locais, percorreram o território estudando a vida que ele abriga.

O resultado é um dos retratos de biodiversidade mais completos já feitos para esta região do Amazonas, e virá a compor o Guia de Espécies do Rio Manicoré.

527
espécies de vertebrados registradas
281
espécies de aves, algumas novas para a ciência
140
espécies de peixes, com jaraqui, pacu e tucunaré
275
espécies de plantas identificadas
40
anfíbios, com pelo menos 5 possivelmente novos
34
répteis, incluindo o calango-cobra
Natureza

A floresta que vive aqui.

Aves migratórias, primatas, jacarés, botos e uma diversidade de peixes que ainda revela espécies novas para a ciência. Em cada viagem, o que se pode ver depende do rio, da estação e da sorte, a promessa é a de estar dentro de uma das Amazônias mais preservadas que restam.

Aves
281

tucano-de-papo-branco, papagaio-moleiro, pavãozinho-do-pará, maria-leque, aracuã e beija-flores-safira.

Peixes
140

jaraqui, pacu, tucunaré, tambaqui, matrinxã, jatuarana e várias novas para a ciência.

Anfíbios
40

sapos e rãs, pelo menos cinco espécies podem ser novas para a ciência.

Répteis
34

18 lagartos, 14 cobras e dois jacarés, incluindo sucuris, jibóias e o calango-cobra.

Igapó e campinarana

O território abriga o igapó, floresta que se alaga nos meses de cheia, e a campinarana, um raro ecossistema amazônico de solo arenoso e vegetação singular. Ambos podem ser visitados durante os roteiros.

Lago Baiuá

Em períodos adequados do ano, a viagem pode incluir a observação de botos e peixe-boi no Lago Baiuá. A natureza define parte da jornada, nada é garantido, tudo é possível.

A floresta em detalhe

Uma Amazônia que se revela devagar.

Águas escuras, igapós, luar sobre o rio e a fauna que ainda catalogamos. Um passeio pelos detalhes que a expedição encontra.

Dentro do igapó
Dentro do igapó
Papagaio-do-mangue
Papagaio-do-mangue
Silêncio no igapó
Silêncio no igapó
Flor da mata
Flor da mata
Rio manso
Rio manso
Pôr do sol no Manicoré
Pôr do sol no Manicoré
Continue navegando

Quem cuida deste território?