O TUC do Rio Manicoré é o primeiro Território de Uso Comum reconhecido no estado do Amazonas, um modelo pioneiro de autogestão comunitária. Reúne comunidades ribeirinhas e povos indígenas ao longo de um rio de águas escuras, entre igarapés, igapós, campinaranas e trechos de floresta preservada.
O TUC do Rio Manicoré nasceu de uma decisão coletiva. Antes de ser política pública, foi acordo entre vizinhos, gente que pesca no mesmo lago, planta na mesma terra e ensina os filhos a ler o movimento das águas.
Em 2022 esse pacto virou o primeiro Território de Uso Comum reconhecido no Amazonas: um modelo de gestão em que o direito de usar a floresta e o rio pertence a quem cuida deles todos os dias.
A Central das Associações Agroextrativistas do Rio Manicoré reúne nove associações comunitárias e duas aldeias indígenas, Mura e Munduruku. É a voz coletiva do território, quem decide como o TUC recebe pesquisadores, parceiros e visitantes.
Ribeirinhos, Mura e Munduruku dividem o rio, os saberes e a gestão do território.
Um marco jurídico pioneiro, hoje inspiração para outras comunidades da bacia.
Cada rota, cada valor e cada acordo passa pelas assembleias comunitárias. O Protocolo de Consulta é a nossa constituição.
A renda do turismo volta para as famílias que recebem, para os fundos comunitários e para o cuidado com a floresta.
Grupos pequenos, tempo lento, escuta longa. Quem chega é convidado a caminhar no ritmo do rio, não a consumir paisagem.
As comunidades se organizam em associações agroextrativistas para defender rios, roças e áreas de coleta.
As associações se unem em uma central única e ganham voz política de bacia.
O Rio Manicoré se torna o primeiro Território de Uso Comum do Amazonas, com plano de gestão próprio.
As comunidades abrem as portas do território ao mundo, sob as suas próprias regras.
A espinha dorsal da viagem. Águas escuras, curvas suaves e paisagens que mudam a cada estação, enchente, cheia, vazante e seca.
13 comunidades e sítios que autogerem o território sob a CAARIM, a Central das Associações Agroextrativistas do Rio Manicoré.
Igapós, campinaranas e trechos de floresta preservada com biodiversidade única. Espécies novas para a ciência ainda são registradas por aqui.
Em junho de 2022, a CAARIM e o Greenpeace Brasil promoveram a expedição científica A Amazônia que Precisamos. Pesquisadores do INPA, UEA e UFRR, guiados por lideranças e moradores locais, percorreram o território estudando a vida que ele abriga.
O resultado é um dos retratos de biodiversidade mais completos já feitos para esta região do Amazonas, e virá a compor o Guia de Espécies do Rio Manicoré.
Aves migratórias, primatas, jacarés, botos e uma diversidade de peixes que ainda revela espécies novas para a ciência. Em cada viagem, o que se pode ver depende do rio, da estação e da sorte, a promessa é a de estar dentro de uma das Amazônias mais preservadas que restam.
tucano-de-papo-branco, papagaio-moleiro, pavãozinho-do-pará, maria-leque, aracuã e beija-flores-safira.
jaraqui, pacu, tucunaré, tambaqui, matrinxã, jatuarana e várias novas para a ciência.
sapos e rãs, pelo menos cinco espécies podem ser novas para a ciência.
18 lagartos, 14 cobras e dois jacarés, incluindo sucuris, jibóias e o calango-cobra.
O território abriga o igapó, floresta que se alaga nos meses de cheia, e a campinarana, um raro ecossistema amazônico de solo arenoso e vegetação singular. Ambos podem ser visitados durante os roteiros.
Em períodos adequados do ano, a viagem pode incluir a observação de botos e peixe-boi no Lago Baiuá. A natureza define parte da jornada, nada é garantido, tudo é possível.
Águas escuras, igapós, luar sobre o rio e a fauna que ainda catalogamos. Um passeio pelos detalhes que a expedição encontra.





